domingo, janeiro 21, 2007

SERES HUMANOS PROGRAMÁVEIS ?



Somos programas, somos e seremos programados...Estamos entrando na internet, mas não só. De muitas formas, estamos começando a nos (re)programar, o que cria possibilidades (e riscos) muito grandes. E no futuro próximo.A era da informação, segundo Peter Drucker, não começou com a informática ou a internet, mas antes, na Segunda Guerra Mundial. Até então, vivíamos a era da energia, ao redor da qual estavam centrados os negócios e a atividade científica, tecnológica e inovadora.
As palavras de ordem eram mais forte, mais rápido, mais potente, num universo de pressões, temperaturas e velocidades. O domínio da tecnologia nuclear e a possibilidade de simular processos estelares deram um ar de fim-da-história ao mundo da energia e, a partir daí, os processos biológicos passaram a dominar o cenário e estes, apesar de baseados em energia, estão organizados ao redor de informação e seu processamento.Nós, não por acaso, somos sistemas biológicos de muito alta complexidade.
Sendo sistemas biológicos, somos organizados ao redor de informação e seu processamento, o que afeta cada pensamento e ação de qualquer ser humano. Como estamos há algum tempo falando de futuro, talvez fosse interessante investigar quais são os horizontes (humanos) de intervenção e modificação nos subsistemas "naturais" que nos compõem. Nem pense o leitor que arriscarei uma resposta. Ao invés, usarei um exemplo recente para discutir que tipo de "mods", ou modificações, podemos introduzir em nossos corpos e vidas "naturais" e, usando por base a história de intervenções que estamos fazendo há séculos, deixarei a pergunta em aberto, para cada um pensar e responder como quiser.Três quartos da população do planeta têm problemas de visão mais de 30% são míopes e quase 20% têm astigmatismo.
Há dois mil anos, não era possível corrigir a visão, na prática, mas já havia tentativas várias; os primeiros óculos, mais ou menos na forma em que conhecemos hoje, foram feitos na Itália, no século 13. Hoje ninguém está nem aí para quem usa óculos ou não e eles são um auxílio estático elementar para a visão, usados em massa. Na Idade Média, podem ter mandado muitos à fogueira, pelo "uso de instrumentos do demônio para tentar interferir nos desígnios divinos". Não ver bem não é um castigo dos céus, é resultado da forma como uma parte do nosso corpo processa luz; óculos (e depois, lentes de contato) são "mods" aos quais nos acostumamos com o tempo e que se tornaram, inclusive, moda.
Até aí, tudo bem. Óculos são apêndices externos ao corpo e -- tirando, por enquanto, aqueles das forças especiais -- passivos. Mas que tal pensar em modificar coisas complexas como o sono? Um artigo sobre o assunto, na revista New Scientist, começa com Modafinil, droga que não está à venda no país e que, tomada antes de dormir, transforma um sono de 4-5 horas (ou menos, para alguns) em um descanso correspondente a 8-10 horas de boa cama. Este tipo de "mod", resultado do uso de drogas que reprogramam funções corporais, pode ser muito relevante para quem trabalha com conhecimento (porque quase sempre tem um projeto atrasado pra entregar), soldados, gente que quer estar atenta, pra quem precisa fazer hora extra ou simplesmente pra quem quer "viver" muito mais, ou seja, dormir muito menos.Claro que drogas como esta não são as primeiras a nos modificar ou reprogramar: pense em anticoncepcionais, em uso há décadas.
Ou em AAS, cujo princípio ativo é conhecido há séculos e que usamos para reprogramar os receptores que nos dão a sensação de dor de cabeça. A diferença, agora, é que uma gama de medicamentos está sendo desenvolvida usando informática como auxílio essencial e pensando no corpo humano -- incluindo o cérebro -- como uma "máquina" programável. Veja o que diz Russell Foster, biólogo do sono do Imperial College London: "quanto mais entendermos sobre o relógio de 24 horas do corpo, mais seremos capazes de mudá-lo... em 10 ou 20 anos seremos capazes de desligar o sono usando fármacos..." Mas... será que vai ser bom -- ou melhor -- viver sem dormir? Você iria querer tal "reprogramação"?Modafinil está no mercado há sete anos e vende mais meio bilhão de dólares de pílulas por ano, tornando-se uma droga de "estilo de vida" para uma quantidade cada vez maior de pessoas.
Outras substâncias ainda mais poderosas estão a caminho: CX717, inicialmente desenvolvida para ajudar pacientes do mal de Alzheimer, está sendo considerada pela Defense Advanced Research Projects Agency (Darpa) como um mecanismo para manter soldados acordados e alertas por muito tempo. Testes em macacos mostram níveis de atividade, em macacos "drogados" que não dormem há 36 horas, acima de macacos não tratados e que dormiram normalmente.Modificar o ciclo de sono é apenas a porta das possibilidades de programação do cérebro. Cada remédio destinado a funções cerebrais liga, desliga, minimiza ou magnifica a ação de receptores de algum tipo. Mas pode ser que "tomar remédio" seja, em futuro próximo, coisa de um passado distante. Nos laboratórios, há novidades: dc brain polarisation, ou polarização do cérebro usando corrente contínua, por exemplo, é uma técnica para tentar controlar regiões do cérebro com hardware que pode ser embutido num capacete, usado por pilotos, soldados e… por você mesmo, no escritório, fábrica ou balada.
Os efeitos são melhoria de fluência verbal, atenção, memória e tempos de reação motora. E controle das áreas responsáveis pelo sono. Como acessório de moda, vai ficar esquisito e terá que ser usado com muito cuidado: quando a bateria acabar, seja lá o que você estiver fazendo, poderá cair duro de sono. O que pode ser o ponto de partida para os próximos níveis de "programação"... como fazer com que o cérebro se reprograme de maneira mais permanente para uma ou outra função, como dormir menos. O cérebro humano contém um número imenso de neurônios, que formam redes cujas capacidades aprendemos a admirar nos últimos milênios. Admiramos mas, em sua maior parte, ainda não entendemos. O fabricante de Modafinil ainda não publicou o que sabe (ou não) sobre seu funcionamento.
Há quem diga que é um acaso. Mas estamos para saber muito mais e isso terá pelo menos duas conseqüências: a tentativa de criar inteligências parecidas com a nossa e o aumento da capacidade de nos programarmos, que acontecerá bem antes e criará possibilidades muito mais amplas do que as permitidas pelas limitadas alternativas químicas que usamos hoje.Vai demorar? Vai. Quanto? Algumas décadas, talvez. Enquanto isso, é esperar para Modafinil e similares aparecerem (legalmente) por aqui... e ficar imaginando o que gostaríamos de ter, ou programar, a mais ou a menos, em nossas limitadas funções cerebrais...

sábado, janeiro 20, 2007

CHIP PERMITE LOCALIZAÇÃO

Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Apostólica Renascer, foram soltos nos Estados Unidos nesta sexta-feira (19), mas continuam sendo monitorados 24 horas por dia. O sistema de monitoração -- uma espécie de tornozeleira equipada com chip eletrônico -- é um equipamento bastante utilizado nos EUA para controlar a localização dos presidiários durante seu transporte, no caso de liberdade condicional e também dentro dos centros de detenção.
Segundo empresas que trabalham na fabricação desse dispositivo, os guardas dos presídios recebem um alarme quando a peça é destruída ou removida -- isso porque um sensor avisa se ela ficar 15 segundos longe da pele. Esses aparelhos enviam sinais em um tempo pré-determinado, como a cada dois segundos, para uma estação de controle que mostra exatamente onde os presidiários estão. A tecnologia mais empregada para esse tipo de controle é a de Identificação por Freqüência de Rádio (RFID, na sigla em inglês), também conhecida como etiqueta inteligente.
Nesse caso, a tornozeleira possui um chip que guarda grande quantidade de informação, como local onde residem os fundadores da Renascer, área pela qual os dois podem circular, crime pelo qual devem responder, sua nacionalidade e outros dados relevantes para a polícia norte-americana. Esses chips emitem ondas de rádio que são lidas por antenas, colocadas dentro dos presídios e também em ambientes externos, para controlar a movimentação daqueles que estão em liberdade condicional. A antena registra a localização dos usuários dessa tornozeleira e envia os dados para um sistema de controle monitorado por policiais.
Em alguns centros de detenção dos EUA, policiais utilizam esses chips em um equipamento preso ao cinto. O aparelho tem também um botão vermelho, que pode ser pressionado em caso de emergência -- dessa forma, seus colegas saberão onde o guarda está para poder socorrê-lo. A localização dos usuários -- tanto de oficiais quanto de presidiários -- pode ser vista em um telão que exibe com detalhes toda a estrutura física da área monitorada. O sistema de pedágio Sem Parar, utilizado há alguns anos no Brasil, é um exemplo de como a tecnologia RFID funciona na prática.
Nos próximos anos, a etiqueta inteligente deve ser colocada em produtos de supermercados, para que as redes varejistas possam obter mais informações sobre os itens vendidos (como prazo de validade) do que oferecem atualmente os códigos de barra.

terça-feira, dezembro 05, 2006

AUMENTO DE BLOGS ASSUSTAM GOVERNOS REPRESSORES


Países com governos autoritários como China, Irã e Egito estão tendo problemas para lidar com o crescente número de blogs críticos. Estes espaços virtuais, que se multiplicam aceleradamente, divulgam notícias sobre incidentes que muitos regimes prefeririam deixar escondidos. Por isso, em muitos países, são os blogs que estão dando às pessoas o primeiro contato com a democracia.

O egípcio Abdel Kareem Sulaiman, de 22 anos, é um destes blogueiros que sofrem na pele a censura. Sob o pseudônimo de Kareem Amer, ele mantém um blog no qual expressa críticas a políticos e vem sendo ameaçado por autoridades há mais de um ano. Em março, Sulaiman foi expulso da universidade por supostamente ter feito declarações anti-islâmicas. Ele está na prisão desde o dia 6/11. Seus amigos blogueiros lançaram um protesto para apoiá-lo, e uma petição para sua soltura está disponível no sítio Free Kareem.

A nova resistência

Em sociedades nas quais a censura oficial é forte e a liberdade de expressão é controlada, os blogueiros divulgam opiniões proibidas e temas considerados tabus para pessoas que não têm acesso a tais informações. Ao conectar e encorajar iniciativas individuais, eles também se tornam uma ferramenta de revolução. É este poder de informação que tornou os blogueiros tão temidos e, ao mesmo tempo, vulneráveis em muitos países.

Atualmente, um blog é lançado a cada segundo e o número de diários online dobra a cada cinco meses. Dos blogs de todo o mundo, 41% estão em japonês, 28% em inglês e 14% em chinês.
Enquanto as autoridades egípcias têm apenas três mil blogueiros críticos para combater, os cerca de 70 mil blogs do Irã no idioma nacional, o farsi, assim como os em inglês, representam um maior potencial subversivo.

Na China, estima-se que haja 111 milhões de internautas regulares, sendo que, destes, quatro milhões são blogueiros. O governo chinês emprega uma equipe de 30 mil pessoas para procurar por conteúdo subversivo nos sítios do país. No entanto, apesar dos esforços dos censores, os blogueiros continuam a encontrar maneiras de divulgar notícias como escândalos ambientais, protestos civis e ações da polícia.

Já em países como a Rússia, apenas 5% da população têm acesso à rede, e menos de 1% lê blogs regularmente. Mesmo assim, a internet é monitorada, porque constitui um meio de divulgação alternativo à televisão estatal.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

OS PERIGOS DA REDE

Segundo o Guardian, muitas das páginas visadas pelo grupo “Anjos do Orkut” contêm mensagens de “auto-proclamados nazistas que descrevem ‘a Klu Klux Klan e Adolf Hitler’ como suas paixões ou comunidades denominadas ‘eu odeio negros’ ou ‘de volta com o linchamento'”.

A reportagem observa ainda que, segundo a Polícia Federal, a rede Orkut – que é parte do ‘império Google’ – tem sido usada para outros fins ilícitos que vão desde o tráfico de drogas à distribuição ilegal de imagens de pornografia infantil.

O líder do grupo, cujo condinome é Observer (observador, em inglês), justifica em declarações reproduzidas pelo Guardian sua criação, dizendo ter ficado chocado com a quantidade de páginas com pornografia infantil ao começar a navegar pelo Orkut. “Então eu tive a idéia de tentar colocar um fim nesse lixo”, disse ele.

O jornal comenta o fato de o Orkut ainda ser pouco conhecido na Europa, mas muito difundido no Brasil, onde estima-se que 40% dos 12,2 milhões de internautas utilizam a rede de relacionamentos. Cerca de 76% dos 3 milhões de membros registrados no Orkut se identificam como brasileiros.

O trabalho realizado pelos “Anjos do Orkut”, porém, não é uma unanimidade, segundo o jornal. Segundo o representante de uma organização de segurança na internet, o trabalho do grupo pode tornar o problema pior, em vez de melhorar a situação.
Isso porque as armas utilizadas pelo grupo seriam as mesmas usadas pelos criminosos da rede, como hacking (invasão de páginas da internet) ou phishing (envio de e-mails falsos que enganam seus destinatários).

Além disso, os especialistas dizem que ao apagar páginas ilegais os “justiceiros da rede” podem contribuir para a impunidade, por eliminar as provas necessárias em uma eventual investigação ou em um processo criminal.

BANDA LARGA



As empresas brasileiras estão próximas das suas concorrentes em países desenvolvidos no que diz respeito ao acesso à internet em banda larga.

Pelo menos 58% das empresas do país com mais de dez funcionários usam internet rápida, de acordo com dados de 2005 do Ministério da Ciência e da Tecnologia. Nos países desenvolvidos, esse índice é de 63%, segundo a Unctad (Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento).

O dado consta de um relatório divulgado nesta quinta-feira, que define o acesso à banda larga para empresas como tão vital quanto serviços como água e luz. "Com banda larga, você interage com o cliente de uma forma mais eficiente e mais rápida", afirma um dos autores do relatório, Angel Gonzalez Sanz, em entrevista à BBC Brasil.

De acordo com o relatório, a diferença no acesso à banda larga revela uma nova dimensão da chamada divisão digital existente entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento.
Sem restrição no tipo de acesso, o total de empresas conectadas à internet sobre para 96,26%, segundo dados do ministério.

Domicílios

Se as empresas brasileiras parecem estar praticamente em pé de igualdade com as do exterior, as estatísticas sobre domicílios deixam claro que a divisão digital também afeta o Brasil. Os dados gerais da Unctad, que incluem empresas e domicílios, indicam que a taxa de penetração da internet no Brasil era de apenas 19,5% em 2005 - embora a própria entidade cite dados do governo brasileiro que indicam que 24,4% da população tinha acesso à internet em casa ou no trabalho. "O problema número 1 na América Latina, e certamente no Brasil, é a desigualdade", afirma Sanz.

"Quando você observa os dados, percebe que a penetração da internet nas camadas sociais mais altas é equivalente aos países desenvolvidos", diz o especialista, acrescentando que a taxa cai drasticamente nas camadas mais pobres. Ainda assim, o país está relativamente bem colocado na comparação com outros países em desenvolvimento.

Segundo a Unctad, 80 de um grupo de 151 países em desenvolvimento nem tinham estatísticas sobre o acesso de empresas à internet em banda larga. Entre os 71 que forneceram os dados, 48 tinham taxas de penetração inferiores a 2,9%.

Comércio

A entidade diz ainda que o menor acesso à banda larga faz com que os países em desenvolvimento saiam perdendo, por exemplo, em comércio - que, nos países desenvolvidos, vem sendo feito cada vez mais via internet.

"Para se tornarem mais competitivos na economia mundial e estimularem o crescimento econômico, os países em desenvolvimento claramente precisam ter melhor acesso à banda larga", afirma a entidade, que estima que o acesso ao tipo mais rápido de conexão à rede possa gerar bilhões de dólares à economia de um país anualmente.

O relatório também associa o uso das tecnologias de informação, cujo benefício máximo seria obtido com o uso da banda larga, ao aumento de produtividade.

"Há um número cada vez maior de sinais em países desenvolvidos e em desenvolvimento de que a adoção de tecnologias de informação e comunicação (ICT, na sigla em inglês) por empresas ajuda a acelerar o crescimento da produtividade, que é essencial para sustentar a geração de renda e emprego", afirma a Unctad.

ICT é o nome dado a tecnologias usadas no processamento de informações, ou seja, para armazenar, converter e transmitir dados via computador.

Segundo a entidade, o uso dessas tecnologias é ainda mais útil em países em desenvolvimento, que poderiam melhorar a sua competitividade no mundo.

Para Angel Sanz, o Brasil está bem colocado em relação a outros países da América Latina, destacando-se no uso de serviços bancários on line, nos sites governamentais (e serviços oferecidos por eles) e em setores específicos como o automotivo - embora, neste caso, as transações se dêem mais entre fornecedores do que em vendas ao consumidor final.











sábado, dezembro 02, 2006

A INVASÃO NO ESPAÇO VIRTUAL


A Internet vem apresentando uma das maiores transformações sociais que o homem já viu.Mas o mesmo universo virtual que estabelece novas relações de tempo e espaço, resultado da facilidade e rapidez com que informações e dados trafegam pela rede, também esconde armadilhas como a de hackers que usam seus conhecimentos para invadir sites, roubar dados e mais uma série de ações criminosas.O perigo existe e não há como negar a ação de pessoas que usam a rede para fins ilícitos. Uma pesquisa realizada pelo Computer Security Institute e FBI (Birô Federal de Investigações dos Estados Unidos) constatou que, no ano passado, os prejuízos causados por invasões de hackers em sites cresceram 42% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 378 milhões.

Invasão de privacidade

Um dos perigos mais comuns no universo digital é o roubo do número de cartão de crédito. Existem diversas formas para que ele vá parar no computador de um hacker. "Vai desde a compra em um web site de comércio eletrônico duvidoso, até o roubo dos números que estão no cadastro de um site ou mesmo da administradora", explica Marcelo Bezerra, diretor técnico da ISS (Internet Security Systems), empresa que atua na área de soluções e gerenciamento de segurança para a Internet.Reconhecidamente o sistema mais utilizado na Internet, o e-mail tem sido a porta de entrada para que o mundo maravilhoso da Internet se transforme em um verdadeiro Inferno de Dante virtual.Além dos vírus de computador que podem chegar até sua máquina por e-mail, Bezerra alerta para o fato de pequenos programas que são instalados em seu PC ao abrir uma mensagem desconhecida: os chamados Cavalos de Tróia. Uma vez instalados em seu computador, eles permitem que outras pessoas acessem remotamente seu PC, quando ele estiver conectado na Internet. Aberta esta porta, os hackers podem, por exemplo roubar sua lista de contatos da caixa postal. Se ele fizer isso com 100 internautas, terá uma base de e-mails interessantes para vender a empresas que mandam mensagens publicitárias sem a sua autorização, o chamado Spam, por exemplo. Ou ainda pode infectar as máquinas com algum tipo de vírus.Alguns desses programas não são letais para a máquina, mas para seus dados confidenciais, estejam eles no computador ou não. "Se um computador for infectado por um programa deste tipo, ficará enviando dados para um destinatário, em geral um hacker, mesmo os digitados, como senhas e o número de seu cartão de crédito" , explica Bezerra. Paulo Lebrão, gerente regional de contas corporativas da Symantec, empresa que atua no ramo de soluções como antivírus e proteção de dados na Internet, alerta que usuários que possuem algum tipo de conexão de banda larga, seja via cabo ou serviços do tipo Speedy, são mais vulneráveis aos ataques pois estão conectados 24 horas por dia.

Armadilhas virtuais

Os perigos vão muito além dos estragos causados pelas invasão. Espertalhões do mundo virtual fazem páginas de promoção na Internet prometendo vários prêmios. Teoricamente, tudo o que se tem que fazer é preencher um cadastro. "Cuidado com os cadastros que você preenche na Internet. Se em um site de esporte lhe são pedidas informações que nada tem a ver com o assunto, desconfie", aconselha Bezerra.Estas páginas podem ser o portal da picaretagem. O usuário se cadastra, informa seu comportamento de compra, gostos pessoais e mais uma série de dados que podem valer ouro para gente inescrupulosa que compra este tipo de informação para usar em Spams.Quem nunca recebeu uma corrente em seu computador do tipo: envie esta mensagem para 10 pessoas e dentro de um mês veja como ganhar US$ 10 mil? Promessa de dinheiro fácil na Web aparecem aos montes. Mas efetivamente quem já conheceu alguém que já ganhou algum prêmio desses? O que pode estar escondido atrás dessa mensagem, além de um atraente texto publicitário, pode ser um vírus e até mesmo a possibilidade de obter um maior número de e-mails para gerar mais correntes e Spams.

Dados pessoais valem ouro

Pode parecer impossível escapar das armadilhas de gente mal intencionada na Web, certo? Errado. Basta tomar alguns cuidados na hora de fornecer seus dados a um site. Lembre-se: informação vale ouro na era da Internet.O diretor técnico da ISS diz para desconfiar de sites desconhecidos, nos quais você nunca ouviu falar, mesmo que a oferta apresentada na página seja tentadora. "Evite enviar dados confidenciais por e-mail, chat ou sistemas de Instant Messenger, como ICQ", aconselha.Alguns sites possuem a opção de pagamento através de boleto bancário. Ele pode ser impresso e esta é uma forma de compra segura, pois o internauta não precisa fornecer o número de seu cartão de crédito.Lebrão, da Symantec, recomenda a utilização de um bom antivírus e o principal, que ele seja atualizado constantemente, pois novas pragas virtuais surgem todos os dias na Internet. O internauta pode verificar se a transação que está fazendo em um site de comércio eletrônico é segura. Basta olhar no canto inferior de seu programa navegador e atentar para o ícone de um cadeado. "Se ele estiver aparecendo, é um sinal de que, pelo menos, existe algum tipo de segurança nesta operação", explica.Um hacker não verifica a informação em trânsito, porque esta é criptografada (codificada). Ele vai inicialmente pelo caminho mais fácil. Se estas senhas forem guardadas em um ambiente que não é seguro, com certeza esta será a área que o criminoso cibernético vai procurar invadir. Instituições financeiras, administradoras de cartões de crédito e sites de comércio eletrônico investem pesado em segurança. Os hackers sabem disso e procuram atacar o lado mais fraco: o internauta desatento e relaxado com a questão de segurança na rede.

O PERIGO DO OUTRO LADO DA REDE


Oito por cento dos menores revela seu correio eletrônico para qualquer pessoa e mais de 5% já foi assediado por uma pessoa conhecido através da Internet. Estas duas estatísticas dão uma idéia do perigo que existe ao redor dos avanços da rede mundial de computadores, em especial o fato de que delinqüentes sexuais fazem uso da rede para cometer seus delitos. Segundo a última pesquisa "Opinando em Grande", realizada pela organização Ação pelas Crianças, em convênio com o instituto de pesquisa IMASEN, junto a 413 crianças entre 11 e 17 anos, de 36 distritos de Lima Metropolitana e Callao, mais de 41% das crianças e adolescentes acessa a Internet de maneira diária e interdiária. A isso, se deve acrescentar que muitas crianças (89%) preferem ingressar na rede através de uma cabine pública, mas com privacidade (44%).

O mais grave é que 76,2% acessam a Internet sem a supervisão de um adulto e apenas 21,2% têm algum tipo de controle familiar. Do total, 64,4% navegam de uma a duas horas por dia. A maioria, 55%, navegam pela rede com o objetivo de bater papo, 41,6% para jogar, 27,2% para buscar informações, 24,1% para revisar seu correio eletrônico e só 20,2% para estudar.

O perigoso é que 8% dos entrevistados respondeu que revela seu endereço eletrônico para qualquer pessoa. E mais: 12,3% já foi a um encontro com uma pessoa conhecida através do bate-papo. Quanto à pergunta ¿alguma vez foi assediado por alguma pessoa que tenha conhecido pela Internet?. 5,5% afirmam que sim, foram vítimas de assédio através de mensagens enviadas para seus correios eletrônicos (66,7%), conversa pelo bate-papo (57,1%) e chamadas por telefone (9,5%).

Finalmente, 30,5% das crianças e adolescentes entrevistados assinala que têm acesso a material pornográfico, e, deste grupo, 92,9% fizeram através de uma cabine pública.

Na pesquisa, 50,6% dos entrevistados eram mulheres, a maioria tinha entre 11 e 14 anos, e 32% é de nível sócio-econômico baixo inferior. As páginas mais visitadas são o Google, Hotmail e Messenger. Quando os entrevistados vão a uma cabine de Internet, a maioria dos clientes tem idades entre 15 e 17 anos e até 12,6% conecta-se ao Messenger para conhecer outras pessoas. 91,1% têm correio eletrônico e 53,6% explicam que revelam seu correio a qualquer usuário para ter mais contatos. 14,4% afirmam que fornecem seu telefone para qualquer pessoa que peça. 4,7% revelam que as crianças de sua idade preferem páginas sobre sexo na Internet e 30,9% já viram páginas pornográficas, sendo que 68% já receberam material pornográfico em seu correio e 15,3% guardam para ensinar aos amigos.

Das pessoas que disseram já ter sido assediada por alguém que conheceu na Internet, 66,7% contam que elas escrevem mensagens por em seu correio. 43,2% afirmam que denunciariam uma ocorrência de assédio ou abuso sexual na Internet à Delegacia.

quarta-feira, novembro 29, 2006

SUBMARINO E AMERICANAS ( AMAZON BRASILEIRA )


O fato fundador do comércio eletrônico no mundo divide os especialistas. Para alguns teria sido a venda on-line pela NetMarket de um CD do cantor Sting, em 1994. Para outros a pioneira foi uma loja de equipamentos eletrônicos da Califórnia que conseguiu vender, por meio de um portal improvisado, 100 dólares em acessórios de computador. O mais certo é que o primeiro produto vendido pela web tenha sido uma garrafa de vinho ou um livro. Quando o americano Mark Andreessen lançou sua primeira versão gráfica do Mosaic para internet, as duas primeiras lojas a anunciar seus produtos na página inicial do browser eram uma livraria e uma loja de bebidas – só depois viria a terceira onda, a de lojas de ração para cães e gatos.
No Brasil, o comércio eletrônico chegou tardiamente no fim da década de 90. Não faltaram razões – a renda achatada da classe média e pouca penetração da internet no país. Mas nos últimos dois anos a explosão do crédito e a popularização dos computadores elevaram em 145% as vendas on-line, que devem fechar o ano em 4,3 bilhões de reais. No despertar do comércio virtual, as duas maiores lojas do segmento no Brasil anunciaram a assinatura de um acordo com potencial de criar uma das cinco maiores lojas virtuais do mundo – em vendas e valor de mercado.

A Americanas.com, líder do mercado, pretende unir-se à vice-líder Submarino. A fusão ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Se confirmada, criaria uma nova empresa, a B2W Companhia Global de Varejo, com mais de 50% do comércio eletrônico nacional e faturamento anual de 2 bilhões de reais. A Americanas.com é uma subsidiária das Lojas Americanas, que estão há 77 anos no Brasil. O sucesso do braço on-line do grupo é fruto da sagacidade de seus controladores e do uso da infra-estrutura e da logística da rede tradicional. Já o Submarino é uma empresa quase que exclusivamente virtual, líder em número de pedidos na internet. As duas lojas tiveram como controladores, em momentos diferentes, o mesmo trio de acionistas que arquitetou, em 2004, a fusão entre a fabricante de bebidas AmBev, da qual eram sócios, e a belga Interbrew. São eles Marcel Telles, Carlos Alberto Sicupira e Jorge Paulo Lemann. Como acionistas das Americanas desde 1982, os três participam do bloco de controle. No Submarino, exerceram o mando de 1999 a março de 2006. Não se sabe se a idéia de fusão partiu deles, mas a estratégia faz sentido. Juntas, as duas lojas virtuais terão fôlego para negociar com fornecedores e competir com grandes varejistas. Além disso, prepara as empresas para uma eventual entrada, no Brasil, de gigantes internacionais como a Amazon.com. O mercado justifica tanta competição: o comércio eletrônico representa apenas 2% de todos os produtos e serviços comprados pelos brasileiros; nos Estados Unidos, esse porcentual é de 6%. Mesmo com atraso, a tendência é o Brasil atingir o mesmo patamar.

sábado, novembro 25, 2006

Cresce mercado de Pc's

Os microcomputadores prometem ser as estrelas do varejo neste Natal - como foram, em anos anteriores, o celular e o aparelho de DVD. A consultoria IT Data projeta que, este ano, o mercado brasileiro crescerá 47% sobre o ano anterior, alcançando a marca de 8,9 milhões de máquinas vendidas.
O mercado de portáteis irá dobrar, passando de 313 mil laptops comercializados em 2005 para 650 mil. Os principais motivos para o crescimento foram a redução de impostos federais, o câmbio favorável e um combate mais efetivo ao contrabando.

O mercado em expansão atrai novos jogadores. A CCE, que começou a fabricar computadores em março deste ano, conquistou o segundo lugar, com uma estratégia focada no varejo. A Gradiente planeja voltar ao mercado. "Com a perspectiva de serem vendidos neste ano quase 9 milhões de unidades, o mercado começa a ser interessante", disse Eugênio Staub Filho, vice-presidente da Gradiente, que traça planos de médio prazo.

A Positivo Informática, de Curitiba, é a maior fabricante brasileira de computadores. A empresa planeja abertura de capital no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo em 11 de dezembro.

"Temos capacidade de produzir entre 4 mil e 5 mil máquinas por dia", disse Erlei Guimarães, diretor da Divisão de Conectividade da Positivo Informática. A empresa se cadastrou, na semana passada, no Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, inicialmente como companhia de software.

A Positivo não descarta, no entanto, a fabricação de conversores, equipamentos que transformam o sinal digital em analógico, para que possa ser visto nos televisores atuais. "É praticamente um computador", disse Guimarães.

"O mercado passa por um momento muito interessante", disse Gilberto Marangão, gerente de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Divisão de Informática da CCE. "Está extremamente aquecido, com exceção do mercado de governo, o que é esperado em um ano eleitoral. O varejo explodiu e o mercado corporativo acompanhou."

Em outubro, a CCE produziu 37 mil máquinas. "Podemos dobrar a capacidade de produção", disse Marangão. A meta de produção para este ano é de 200 mil máquinas. "Mas certamente vamos ultrapassar." A CCE aproveitou o seu relacionamento com o varejo em eletrônicos de consumo para vender seus computadores. Entre 30% e 40% dos 5 mil clientes da empresa já vendem seus PCs. "Temos uma presença forte no interior, até para fugir da concorrência pesada que existe nos grandes varejistas".

A queda nos preços tem conseguido incluir consumidores de baixa renda, que até então não tinham acesso à tecnologia. "O primeiro computador responde por 70% do que vende o grande varejo", afirmou o gerente da CCE. A empresa acaba de lançar seus dois primeiros modelos de notebooks e, ano que vem, lançará servidores, para o mercado corporativo.

A demanda local está tão forte que a Intel, maior fabricante de semicondutores do mundo, admite que teve dificuldades para atendê-la. O período mais difícil foi de meados de 2005 até o início deste ano. Segundo o presidente da Intel Brasil, Oscar Clarke, a solução foi convencer a matriz americana da necessidade de reforçar a produção de processadores de menor valor agregado, já que a empresa está apostando suas fichas na produção do seu novo processador Core 2 Duo, de alto desempenho. "Não foi fácil convencer a matriz de que era interessante como negócio aumentar a produção de chips de menor valor, como os Celeron, usados nos computadores populares."

A empresa projeta que 2007 será ano recorde no segmento de PCs, com a expectativa de vendas de 9 milhões de computadores sendo um milhão de notebooks. "O Natal de 2007 será do notebook e já estamos nos preparando para isso", disse Clarke.