terça-feira, novembro 21, 2006

SOLICITAÇÃO


SOLICITAÇÃO


Ao Senhores vereadores (as) da câmara municipal de Santa Maria do Salto
Azilton Soares de Souza
Erisnaldo Mendes Oliveira
Irailde Ribeiro Fagundes
João Augusto Carvalho
Kenedy Rodrigues Guimarães
Marcos Vinícius Souza Carvalho
Recieri Brazzolino Porto Renon
Rosane Brito Lúcio Silva
Samuel Oliveira Brito


Assunto: Aquisição de computadores para o uso da população


Considerando o interesse e a necessidade de acesso às informações, venho através dessa solicitar aos senhores vereadores (as), o comprometimento incondicional para que o nosso município disponha, o mais rápido possível, de uma central de computadores. O objetivo de tal solicitação baseia-se no fato de que a população carece de conhecimento, principalmente daqueles de aspectos regionais que possam vir a trazer-lhes um sentimento de valorização de nossa gente e, obviamente, de nossa região.

É claro e notório que os jovens desta cidade necessitam se manter a par dos acontecimentos regionais, nacionais e mundiais para que assim, em busca de um futuro promissor, em um período próximo, espero, possam estar em escala de igualdade para competir com alunos e cidadãos de outras cidades que já possuem uma ampla infra-estrutura computacionais.

Para aqueles que optarem por sair de Santa Maria do Salto para seguirem rumo ao mercado de trabalho, deverão estar cientes das ferramentas computacionais que são cada vez mais exigidas em concursos e em vagas disponíveis para os mais diversos segmentos de atuação. As qualificações e habilidades na área da informática são cada vez mais requisitadas no cenário atual.

Visto que no nosso município não dispomos, sequer, de uma banca de jornal, e a rádio comunitária não satisfaz em sua plenitude aos anseios cada vez maiores da população em se manter atualizados, faz-se necessário buscar nossos meios de integrar à população com a nova mídia que possa, de fato, possibilitá-los crescerem intelectualmente e estarem aptos a aderirem a uma universidade de qualquer natureza ou no campo da mão de obra.

Negar ao nosso povo, o barato, porém, imprescindível uso dos computadores, é também tirar-lhes a oportunidade de poderem avançar na vida. É tampar os olhos para uma realidade incontestável e cada vez mais presente que mostra que o mundo digital já chegou e que devemos aderi-lo sem mais demora.

Certo de que obtive a atenção dos senhores quanto a essa humilde proposta, despeço-me com satisfação.

Santa Maria do Salto, 21 de Novembro de 2006.

Dados - Santa Maria do Salto

Santa Maria do Salto - clique aqui

EXERCÍCIO - JORNAL ESCOLAR


PROJETO JORNAL ESCOLAR

Meio de Comunicação
Periodicidade
Nome do jornal
Diagramação

Escolha dos assuntos (Pauta)
Distribuição das tarefas
Discussão do material apurado e o que deverá ser publicado
Produção de textos / imagens
Definição de títulos e páginas


Matérias
1- Reportagens: Quem? Quando? Onde? Por quê? Como?
2- Entrevistas: Uma introdução apresenta o entrevistado e o assunto. Em seguida, a opinião de uma pessoa sobre determinado assunto são transcritos, juntamente com as perguntas do repórter.
3- Artigo: É um texto opinativo sobre fatos cotidianos.
4- Crítica: É a opinião do repórter a respeito de um livro, um filme, um disco, um programa de TV, etc.
5- Serviços: Informações que podem ser úteis ao leitor.
6- Editorial: É a opinião do jornal sobre algum assunto importante e atual.
7- Anúncios: classificados, trocar, vender, enviar mensagens, ofertar serviços.
8- Enquete, pesquisa de opinião: tema polêmico ou que gere interesse.

ALDEIA GLOBAL


O conceito de "aldeia global" criado por um sociólogo canadense chamado Marshall McLuhan que ficou mundialmente famoso ao publicar o livro "O Meio é a Mensagem". Foi o primeiro filósofo das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações.

Aldeia global quer dizer simplesmente que o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia, ou seja, a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nela vive.

Como paradigma da aldeia global, ele elegeu a televisão, um meio de comunicação de massa em nível internacional, que começava a ser integrado via satélite. Esqueceu, no entanto, que as formas de comunicação da aldeia são essencialmente bidirecionais e entre dois indivíduos. Somente agora, com o celular e a internet é que o conceito começa a se concretizar.

O princípio que preside a este conceito é o de um mundo interligado, com estreitas relações econômicas, políticas e sociais, fruto da evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação (vulgo TIC), particularmente da World Wide Web, diminuidoras das distâncias e das incompreensões entre as pessoas e promotor da emergência de uma consciência global interplanetária, pelo menos em teoria.

Essa profunda interligação entre todas as regiões do globo originaria uma poderosa teia de dependências mútuas e, desse modo, promoveria a solidariedade e a luta pelos mesmos ideais, ao nível, por exemplo da ecologia e da economia, em prol do desenvolvimento sustentável da Terra, superfície e habitat desta "aldeia global".

Na verdade, não deixa de ser verdade que, como já evidenciava a teoria do efeito borboleta (teoria do caos), um acontecimento em determinada parte do mundo tem efeitos a uma escala global, como mostra, por exemplo, as flutuações dos mercados financeiros mundiais. Neste sentido, o adjectivo global faria algum sentido, mas, apesar disso, seria restrito.

Na verdade, trata-se mais de um conceito filosófico e utópico do que real. Como afirmam muitos teóricos da globalização e alguns críticos do conceito que aqui discutimos, o mundo está longe de viver numa "aldeia" e muito menos global: o conceito de aproximação das pessoas numa aldeia, em que todos se conhecem e participam na vida e nas decisões comunitárias não se coaduna com a ideia de sociedade contemporânea. Além disso, partindo da ideia que o mundo está, de facto, interconectado, não deixa de ser verdade que, nesta aldeia, de nome tão utópico e optimista, muitos são os excluídos (basta lembrar o número de habitantes ligados à internet em algumas regiões africanas).

Para termos uma ideia deste conceito, é preciso, pois, lembrarmos a sua ambivalência: por um lado, saber que parte do pressuposto de uma maior aproximação entre as pessoas e da consequente necessidade de uma responsabilidade e responsabilização global; por outro, saber que é um conceito exclusivo e, como tal, excludente.

MICROSOFT



A Microsoft Corporation é a maior e mais conhecida empresa de software do mundo. Sendo processada continuamente por práticas de monopólio. Foi fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen com o objetivo de desenvolver e comercializar interpretadores da linguagem BASIC. Hoje a Microsoft é a empresa de tecnologia que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Para 2004 a empresa divulgou em seus balanços um investimento de US$ 6,9 bilhões.

A Microsoft produz hoje uma grande variedade de programas, incluindo sistemas operacionais (Microsoft Windows nas versões XP, Windows Vista, Server 2003 e CE), programas de escritório (pacote Office que contém Word, Excel, Outlook, Powerpoint, InfoPath, Project, OneNote, Visio, Publisher e Access), ambientes de desenvolvimento de programas (Visual Studio, Web Matrix, Microsoft Plataform Builder e Microsoft Target Designer) entre outros. A Microsoft também produz o navegador Internet Explorer e o sistema de comunicação instantânea MSN Messenger.

Além de produzir programas, a Microsoft atua no mercado de serviços on line (portal MSN, Hotmail), treinamento e equipamentos (produzindo periféricos como mouses, teclados e joysticks além do console de jogos eletrônicos XBox).

Em 1994, antes do lançamento do MS Windows 95, a empresa já havia sido processada por pressionar fabricantes de equipamentos a lançar seu produto apenas para a plataforma operacional MS Windows. Por tal ato a empresa foi multada em um milhão de dólares norte-americanos por dia até que cessasse as perseguições de que se referiram os pressionados.

A partir de 1998 a Microsoft foi envolvida numa disputa legal com o governo federal dos Estados Unidos a respeito do uso de prática ilegais com o objetivo de criação e manutenção de um monopólio na área de software. Este processo acabou em 2001 com o veredito de condenação da empresa, e a imposição de novas normas de conduta para o mercado de tecnologia. As evidências levantadas durante o julgamento contribuíram para aumentar junto ao público a percepção de que a empresa se utilizou de práticas anti-competitivas para alcançar a posição dominante que desfruta até hoje no mercado.

Muitos dos processos foram movidos por consumidores de 18 estados americanos, e não apenas por empresas, que acusaram a Microsoft de desrespeitar os direitos do consumidor. E após o pagamento de mais de 3 bilhões de dólares em indenizações a Empresa pôde continuar com seus negócios.

TECNOLOGIA BRASILEIRA


Já que acabamos de eleger novos governantes, vale a pena refletir sobre como a tecnologia da informação pode ser um grande catalisador na melhoria da gestão pública, principalmente no que se refere ao atendimento aos cidadãos.
Podemos partir do princípio de que cada cidadão é um cliente que paga pelos serviços prestados pelo governo por meio de impostos e taxas, portanto deve ser atendido com a presteza e a eficiência compatíveis. A adoção de tal princípio, por si só, já deveria nos levar ao topo de qualidade nos serviços públicos uma vez que a carga tributária no Brasil é uma das maiores do mundo. Mas vamos ser menos sonhadores e pensar apenas em uma gradativa melhora no atendimento por meio da digitalização dos procedimentos tradicionais e da disseminação de novas tecnologias como a Internet.
Por incrível que pareça, já temos exemplos bem sucedidos de governo eletrônico no Brasil, o que mostra que essa realidade é perfeitamente factível. Somos o único país do mundo que utiliza o voto eletrônico em grande escala nas eleições, e podemos até dizer que de forma eficiente, pois apurar e totalizar mais de 120 milhões de votos em questão de horas é um ótimo desempenho. É provável que em um futuro próximo tenhamos a possibilidade do voto pela Internet, viabilizada pela assinatura digital de cada eleitor.
Outro exemplo interessante é o sistema eletrônico de declaração de renda. Neste ano, 99% das declarações foram entregues pela Internet, economizando uma montanha de papel com mais de 22 milhões de declarações e um gigantesco trabalho da Receita Federal para processar todas essas informações, além, é claro, do benefício ao contribuinte que pôde realizar todo o procedimento em meio eletrônico sem sair de sua casa.
Finalmente, um último exemplo de aplicação implantado no estado de São Paulo: o Poupatempo é um local onde o cidadão pode realizar de forma extremamente rápida a maioria das solicitações dos serviços públicos exigidos por órgãos como o Detran, a Telefônica, a Sabesp, a Caixa Econômica Federal, entre outros. Além dos serviços prestados de forma presencial, o cidadão dispõe de computadores para o auto-atendimento, com acesso pela Internet a diversos órgãos e bancos públicos e privados. O Poupatempo é uma iniciativa inteligente porque concentra a maioria dos serviços públicos em um só local, o que facilita imensamente a vida do usuário que não precisa se deslocar por toda a cidade, mas não se limita a isso, ele surpreende seus usuários pela eficiência, limpeza, agilidade, e presteza de seus funcionários, sendo reconhecido internacionalmente como um modelo de excelência no atendimento ao público.

Da mesma maneira que ocorre com as empresas, a era da Internet possibilita às nações novas oportunidades de mudança e o rompimento de barreiras ao crescimento. Os três exemplos citados mostram como a tecnologia da informação ajuda a viabilizar a prestação de um serviço público digno ao cidadão com economia, presteza e eficiência. Mostra também que é possível fazer mais melhor que o habitual. Basta ao governante ter vontade política, e não apenas pensar em seus interesses pessoais imediatos.
Direitos autorais: Dailton Felipini é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e professor de Comércio Eletrônico na Universidade Mackenzie.